Fabianos: o sujeito e Estado brasileiros

Entre o morador anônimo do Arraial de Canudos e o personagem Fabianos da obra Vidas Secas de Graciliano Ramos há uma diferença clara de perspectiva existencial. Em Os Sertões sobressai-se a força e a resistência do sertanejo, em Vidas Secas o elo único entre Fabiano, sua família e a natureza é a própria existência. Conselheiro faz a primeira grande liderança carismática no Brasil, diferente de seus “sucessores” que a fariam pelo domínio eleitoral das massas, o beato se faz num subverviso, rendendo um confronto com o próprio Estado numa perspectiva política. Conselheiro não deixa de possuir seu viés nietzscheniano: o de dar aos miseráveis seu próprio paraíso de vara e barro. Para Fabiano o natural precede tudo, não importa o mundo político, se chove a família prospera; Fabiano só sabe do governo de ouvir falar, o considera algo distante e perfeito. O estudo da cidadania no Brasil ao longo do século XX se centrará totalmente na distância entre o Estado Legal e a sociedade mais “profunda”, os dois brasis de Machado de Assis. Aqui se terá sempre como escopo comparativo as doutrinas liberais e as próprias sociedades européias e norteamericana, de início se dá na origem e organização do Estado Nacional, em seguida se passa a discutir a sociedade em si; tem-se aqui a grande figura de Tobias Barreto, um verdadeiro revolucionário nas ciências sociais do Brasil, passará a se buscar justificativas para o atraso nacional culminando na sociologia do século XX que estudará com afinco os problemas que distanciam nossa sociedade dos chamados países desenvolvidos e, também, querendo colocar o Brasil na própria questão de vanguarda sócio-cultural.

Páginas: 80

Autor: Luiz Rodrigues

Acabamento: brochura

Tamanho: 14 x 21

Compre já! Preço exclusivo de pré-venda!
De R$39,90 por R$ 29,90!







blog twitter Facebook