Vaca Profana

 

Nesses modernos e contemporâneos tempos pós-tudo, de infovias por atacado, criações letrais estão na medida de um tempo que não pode ser perdido. As imagens são rápidas para degustes imediatistas. As palavras como num outdoor são para serem “absorvividas” logo. O twitter instrumentalizou a pressa, mas a arte se preservou e ainda assim resiste, não perde espaço; se apresenta em twittercontos, contículos, microcontos. Uma metralhadora dialética cheia de prosa propriamente dita. Além de cortar os pulsos com poesia, o autor também saca barulhanças e contentezas. Como os tempos são de correria – mas, ainda assim, quem sente, contempla, cria – o autor destila suas nanorrativas em drops mínimos. São achados e perdidos, salvos do alvoroço canibal de uma desvairada Paulicéia sociedade anônima, onde nem tudo que reluz é fêmea. Sim, caras pálidas, viver não é só abanar o rabo. Certamente que uns e outros criam, exercitam o chamado fioterra do surto circuito na sensibilidade, entre os chorumes urbanos de uma grande metrópole de muito ouro e pouco pão. Aprecie com moderação. Afinal, se depois da tempestade vem a leptospirose, viver é só não ser lixo. Que a Vaca Profana dessa vida infame nos proteja das lâminas de contos como “textículos”, enquanto deixamos sangrar nossos vertedouros de chorumes.

Autora: Silas Corrêa Leite

Acabamento: brochura
Tamanho: 14 x 21

Páginas: 102

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